Contos Africanos
Sutileza
contos africanos, diz-me lena bergstein, principiaram por encomenda, para uma exposição coletiva sobre dorival caymmi, em que exuberavam. Depois foram proliferando sozinhos, em manchas ácidas, inesperados claros, inscrições desnaturais ____lembrando antílopes, tribos, árvores, o vão das savanas, mas a suposta figura aqui reforça o abstrato, a lógica das sensações do verde ao laranja, passando por ocres, dourados, beges e terras, aflora a arte do acaso. sutil, num século de espetáculos, agressões, empáfia, a arte de lena não grita, impõe-se pela suavidade da mão sobre a tela, do recado impresso na textura, da ruína que nos sussurra a profecia do agora urgente.
Evando Nascimento