logo
  • Artista
    • Vídeos
  • Telas
    • Ficções
    • Narrações
    • Cartas
    • Relatos
    • Marcas da memória
    • A escrita do silêncio
    • O Livro de Ester
    • Instalação – Tenda
  • Desenhos e Gravuras
    • Bloc-notes
    • Quadros negros
    • Marcas da memória
    • Amarelo cromo
  • Livros e Cadernos
    • Distância de um sussuro I
    • Distância de um sussuro II
    • Contos do indico interior
    • Bleuté
    • Narrações
    • Fragmentos estéticos I
    • Fragmentos estéticos II
    • Relatos I
    • Relatos II
    • Lady Macbeth of Mtsensk
    • Cadernos
  • Fotografias
    • Cartas de Odessa
    • Reflexos da noite
    • Setembro
    • Galáxias
  • Exposições
    • MNBA – Museu Nacional de Belas Artes 2018
    • MuBE – Museu Brasileiro de Escultura 2015
    • MAM – Museu de Arte Moderna 2013
    • Largo das Artes 2009
    • Paço Imperial 2007
    • Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro 1992
    • Midrash Centro Cultural 2012/2017
  • Ensaios
  • Contato
logo
  • Artista
    • Vídeos
  • Telas
    • Ficções
    • Narrações
    • Cartas
    • Relatos
    • Marcas da memória
    • A escrita do silêncio
    • O Livro de Ester
    • Instalação – Tenda
  • Desenhos e Gravuras
    • Bloc-notes
    • Quadros negros
    • Marcas da memória
    • Amarelo cromo
  • Livros e Cadernos
    • Distância de um sussuro I
    • Distância de um sussuro II
    • Contos do indico interior
    • Bleuté
    • Narrações
    • Fragmentos estéticos I
    • Fragmentos estéticos II
    • Relatos I
    • Relatos II
    • Lady Macbeth of Mtsensk
    • Cadernos
  • Fotografias
    • Cartas de Odessa
    • Reflexos da noite
    • Setembro
    • Galáxias
  • Exposições
    • MNBA – Museu Nacional de Belas Artes 2018
    • MuBE – Museu Brasileiro de Escultura 2015
    • MAM – Museu de Arte Moderna 2013
    • Largo das Artes 2009
    • Paço Imperial 2007
    • Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro 1992
    • Midrash Centro Cultural 2012/2017
  • Ensaios
  • Contato

MNBA – Museu Nacional de Belas Artes 2018

Subir os degraus de pedra da antiga escola, agora museu das belas artes, repete os passos mas também inaugura um novo caminho. Se copiar e repetir constituíram modos de aprendizado até o início do século XX, abolir a memória foi um rumo posteriormente trilhado na busca moderna da sensibilidade primitiva inerente à idealização do marco zero. Nem uma postura nem a outra encontraremos nas salas povoadas por Lena Bergstein. Várias camadas estão ali… de tempo, de escrita, de desenho, de cor. O império do visual sem intermediações, a não ser daquilo estritamente necessário. Sem bulas nem manuais, a imersão é recompensada pelo esquecimento do lembrar, no qual a sensibilidade de uma inteligência eminentemente visual estabelece um novo que não é tributário de ineditismo forçado.

Ingressamos num estado de permanente suspensão que provocam novos acontecimentos e tornam a lembrar um ato fundador. Sem esforço afloram lapsos nos quais as memórias tornam vivas experiências esquecidas. Tempos diversos operaram na feitura dos trabalhos e acompanham a nossa apreciação deles. Numa das séries, a noturna “Reflexos”, o ateliê se torna um ponto de observação atual, ainda assim atemporal, no fino exercício de um fazer artístico que provoca intermediações constantes entre o exterior da cidade, o interior da casa e a obra produzida. Aquilo que a palavra não alcança desafia e atinge nossos sentidos.

Os trabalhos da exposição nos convocam a integrar suas galáxias: presos nas paredes são percorridos pelo movimento da nossa visão; dispostos na horizontal, se oferecem inertes às nossas mãos e ao olhar detalhista; pendurados no vazio, instam nosso corpo a comparar e reconhecer sua própria escala.

Lena não teme a beleza. Esta não é fácil, ainda que reúna os mais belos azuis, dourados e brancos. As formas geométricas desprovidas de qualquer pretensa neutralidade histórica , pátinas, incisões, palavras, ranhuras, fotos,   tudo está inscrito ali. Uma nova linguagem cuja estrutura oscila entre várias formas de representação e reivindica o primado de uma visualidade que nos conduz às múltiplas espessuras de um caminho sem fim, como aqueles que nos reservam as melhores ficções.

LAURO CAVALCANTI
Arquiteto e crítico de arte

 

Lena Bergstein possui uma sólida e erudita formação. Carioca, radicada em São Paulo, transita entre a gravura, a pintura, a fotografia e a literatura, criando obras com rigor e profundo sentimento humanista. Lembranças vividas permeiam o seu imaginário. Rompe o limite dos suportes, distorce os espaços com maestria, busca no silêncio do seu ateliê desenvolver caminhos únicos e nos oferece uma obra pujante. A cor vibra e desaparece em seus trabalhos como fragmentos da memória, num diálogo entre o real e o imaginário.

A exposição Lena Bergstein – Ficções, com curadoria de Laura Abreu, historiadora do Museu Nacional de Belas Artes, nos apresenta obras inéditas, produzidas nos últimos dois anos. Nos convida a conhecer o seu universo, as suas inquietações. Suas obras pulsam. São belas! Com uma escrita própria, seus trabalhos transmitem poesia e lirismo.

O Museu Nacional de Belas Artes, unidade do Instituto Brasileiro de Museus/Minc é um dos pilares da memória nacional. Ciente de sua responsabilidade na divulgação da arte brasileira, ao realizar esta exposição, visa proporcionar ao público a fruição e o conhecimento por capítulos significativos da nossa cultura.

MONICA F. BRAUSNCHWEIGER XEXÉO
Diretora do MNBA/IBRAM/MinC

 

Confiar sentidos

 “Quando pinto é de outra maneira que escrevo.”
Lena Bergstein

O trabalho de Lena Bergstein é sutil e afetuosamente tecido pelas suas vivências plásticas e poéticas. Tecitura feita em camadas. Nelas se superpõem silêncio, escrita, gestos, matéria, afetos. Sentindo-se segura nos limites que atravessa, Lena entrega significações, veladas e transparentes. Confia. São acontecimentos sobre acontecimentos, ficções sobre ficções que transcendem matéria, revelando ‘superfícies- memória’.

Na superfície de uma profundidade sem fim, Lena Bergstein desenha, escreve, pinta, expandindo fronteiras para que outras possibilidades plásticas e de escrita surjam do infindável apagamento das bordas, mesmo que por vezes elas permaneçam por meio da provocativa e estimulante imaginação. O que atravessa a matéria e o gesto é o tempo.

Ficções apresenta obras recentes e inéditas de Lena Bergstein. As pinturas, telas sem chassis, apreendem o espaço físico das paredes para se apropriar da cor, do contraste, da extensão. Ora são Páginas, ora são Livros. Abertos. As fotografias, Lena tomou para si como recurso plástico e poético quando foi morar em São Paulo. De seu ateliê pode-se avistar a cidade até beirar o infinito e, também, além dela, outras cidades, outras memórias, recentes ou ancestrais. Na série Reflexos da noite, esta paisagem- memória se revelou em imagem e escrita. Setembro são pinturas, desenhos e escritos que se superpõem criando a imagem fotográfica e, em Galáxias, as fotografias, como corpos luminosos, se movimentam num lugar do universo da arte em expansão, onde ainda se alcança a luz e podem ser vistas. É o contemporâneo, fragmentos e restos do que é, do que foi e do que não se saberá da existência.

Lena Bergstein confia sentidos às suas obras. Reinventa os limites, os transpõe. O que é escrita, o que é plasticidade? Não importa. A confiança vai além daquilo que pode estabelecer definições ou bordas, ela inscreve no tempo a singularidade de sua obra.

LAURA ABREU
Curadora do Museu Nacional de Belas Artes
 

Querida Lena,
Seu trabalho – eis o que posso dizer dele em observação de caráter geral – é variado, muitas vezes indisciplinado, e sempre busca uma composição para o quadro que desorienta o espectador. Desorganiza o espaço em lugar de organizá-lo mondrianicamente.
Acho que essa tomada de posição estética deveria transparecer na construção do site e poderia ser uma de suas originalidades.
Ainda em observação de caráter geral, estou querendo dizer que a composição variada e indisciplinada do seu trabalho, marca do artista, se aplicada à própria composição do site o levaria a escapar do padrão catálogo-de-exposição, hoje institucionalizado como ideal para a apresentação na Internet da obra do artista plástico.
Não sei se você e o designer poderiam se inspirar, Lena, no seu próprio trabalho para se aventurar por uma nova e menos confortável formatação para o design de site de artista.
Mais livre, mais insubordinada, mais leviana, mais profunda, mais leve, menos previsível, etc. Mais você, mais seu trabalho, etc.
Silviano Santiago
Escritor, poeta, crítico literário
Copyright©2019, Lena Bergstein - Todos os direitos reservados